Gordini, o carro que tinha apelido

  • 24/11/2020
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Gordini, o carro que tinha apelido

O Renault Gordini, foi um carro lançado pela francesa Renault em 1958 na Europa e, mediante licenciamento, pela Williys Overland em 1962 no Brasil. A Willys Overland foi uma empresa associada à Renault. O Gordini era o sucessor do Renault Dauphine, com uma mecânica mais refinada. Tinha os mesmos 845 cc de capacidade cúbica, mas desenvolvia 40 cv e possuía um câmbio de quatro marchas que lhe dava um desempenho bem superior ao modelo anterior, com apenas 31 cavalos e câmbio de três marchas. O aumento de potência no motor Ventoux cht foi obra de Amédée.

O Gordini tem menos de 4 metros de comprimento e 1,44 metro de altura. Mesmo com quatro portas, a impressão é de que quatro adultos não cabem lá dentro. A carroceria é monobloco e a suspensão, independente nas quatro rodas.

Já no início da sua produção no Brasil o Gordini recebeu elogios da imprensa especializada, mas isso não o livrou de um incômodo apelido colocado pelo povo, emprestado de uma campanha publicitária de leite em pó: “Leite Glória”, rapidamente seguido de um “desmancha sem bater.” Credita-se essa maledicência a uma crônica dificuldade de relacionamento da suspensão com nossas ruas e sua tendência de transformar a água do radiador em vapor.

O Gordini participou de um teste de resistência em outubro de 1964 para melhorar a fama do modelo no Brasil. O teste foi realizado entre os dias 27 de outubro e 17 de novembro no Autódromo de Interlagos. Consistia em andar com o carro nestes vinte dias, parando apenas para abastecimento e pequenos reparos de manutenção, totalizando 51.233 km.

Apesar de sofrer um capotamento durante os testes, o valente carrinho percorreu mais de 50.000 Km com média de 97,03 Km/h. Foi um feito e tanto, considerando-se que choveu muito durante o percurso e o carro estar avariado pelo acidente.

Após o feito, a Willys veiculou anúncios divulgando a força do Gordini, Infelizmente, o público não engoliu. Os esforços não pararam, em 1967 chegava o GORDINI III, com várias inovações, motor novo, freios a disco nas rodas dianteiras e novo acabamento. Para 1968 chegava o GORDINI IV, apenas com novas cores. Em março desse ano ele deixava de ser fabricado, encerrando um total de 74.620 unidades entre as várias versões (23.887 do Dauphine, 41.045 do Gordini, 8.967 do Teimoso e apenas 721 do 1093). O Gordini ainda hoje é um carrinho muito querido e cobiçado pelos colecionadores de automóveis antigos. No Brasil podemos encontrar rodando muitas unidades deste veículo.

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Locutor no Ar

Carlos Zanetti

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